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Atualizado: 23 de jun.


Imprensa aliada, amplia ganhos com o Marketing e dá

ao Presidente Lula um inimigo para sua reeleição.


A um passo de sua reeleição, o Presidente Lula faz um discurso um tanto controverso em Lagartos SE, e consegue dois inimigos para disputa eleitoral com falas nada verdadeiras, escondendo a omissão dos responsáveis pela taxação americana que tem data marcada para vigorar.


Eles querem acabar com o Pix!


A primeira e a mais falaciosa foi "Os americanos querem acabar com o Pix". Não precisamos buscar longe, pegamos diretamente na fonte o site da USTR Section 301, do governo americano em 15/07/2025, e está lá, já no primeiro parágrafo, uma lista com 6 ítens relacionados, "sem nenhuma citação ao Pix". A frase é um cavalo de batalha eleitoral, mexe de saída com os brios do povo brasileiro que usa diariamente o Pix, lança a palavra "soberania" como defesa e ainda mostra um presidente disposto a lutar contra o imperialismo Yankee.


Na manifestação, há um silêncio sobre 15 de julho de 2025, e porquê? A disputa é técnica e comercial, isso o presidente e o governo não querem mencionar de forma alguma, a imprensa só propagará se o presidente falar. O único portal a publicar em 18 julho de 2025, foi o Portal de Noticias da CNI Brasil. Quem lê esse portal? Os industriais e as federações de indústrias do Brasil, as redes de comunicação deram nota de rodapé.


Ao ler sobre a abertura da investigação, o Pix se encaixaria no "comércio digital e pagamentos eletrônicos". O apontamento feito pelo USTR é que o Pix reúne duas funções em uma, a função regulatória e a função operacional, tudo dentro do Banco Central que é estatal, ou seja, cria um desequilíbrio na competição com as empresas americanas Visa e Mastercard. O BC é um órgão de estado que cumpre duas funções nesse quesito, a de jogador e de juiz ao mesmo tempo, o que é totalmente irregular em qualquer lugar livre do mundo.

Nada mais é que uma disputa comercial, que se fosse tratada como tal, sequer valeria de notas na imprensa sobre o tema, tudo seria papo passageiro. Mas em um ano eleitoral, tudo vale para conquistar o eleitor. Mas daí dizer que os EUA querem acabar com o Pix, já é demais.


A proteção aos discursos políticos e aos amigos ideológicos.


Mas vamos ao outro item que apavora o governo federal e não pode ser divulgada à sociedade brasileira. Trata-se da investigação dos americanos com as decisões judiciais brasileiras contra as empresas americanas, decisões cheias de ilegalidades, inclusive com base nas Leis Brasileiras e a própria Constituição.

Nada mais é que outra disputa jurídica e comercial, pois essas decisões judiciais contra plataformas e empresas americanas, geram prejuízos as mesmas aqui no Brasil e alguns casos lá fora também. É a tal censura judicial promovida contra as liberdades individuais dos brasileiros e de alguns americanos, que geram bloqueios, prejuízos na comercialização de anúncios, multas milionárias, ou seja, a disputa contra as Big Techs e a regulamentação delas. Essa investigação, está apontando para pessoas que o governo não quer que sejam divulgadas, mas que todos os brasileiros já sabem a quem os americanos se referem e poderá trazer apontamentos até em tribunais internacionais ali adiante. (Leia processo OAB/RS na corte interamericana)


Mas nessa mesma seara tem outro tema que é o combate a Corrupção, leia-se o 3º item na relação, pois foi revertida as decisões judiciais somente no Brasil e que agora tanto os corruptos como os corruptores, estão livres e protegidos pelo poder judiciário brasileiro, podendo agir contra os negócios americanos, os chamados compliance, que empresas americanas precisam prestar contas, lá e aqui, mas as brasileiras nem tanto. Resumo nesse ítem, as empresas americanas perdem a competitividade com as empresas brasileiras, não por competência mas sim pela corrupção.


A briga da cana de açúcar retorna.


Um 4º item, porém mais antigo da denúncia, vem desde Bill Clinton, naquela entrevista em que ele afirma ao entrevistador: "- Vocês já viram como os brasileiros trabalham a cana de açúcar por lá? São imbatíveis, jamais chegaremos naquela condição! Eles desenvolveram tudo e lideram o mundo nesse setor!". A fala era sobre o etanol brasileiro, que o programa federal desenvolveu desde a plantação até as máquinas mais modernas de produção, do plantio a colheita, da produção do açúcar até o etanol combustível.


Mas quem começou essa guerra?


Foi o Brasil, que taxou o etanol americano em 18%, unilateralmente, e nunca mais se falou disso. É disso que se trata mais uma vez, outra disputa comercial e que deveria ser tratado como tal mas foi jogada para debaixo do tapete e abandonada. Ninguém divulga isso, a questão agora vai para o campo eleitoral.


Trump ao ver o que os países faziam com os EUA, no ano passado, acabou por tarifar o mundo inteiro, abriu negociações com quem quisesse negociar, só o presidente brasileiro disse que disse NÃO, e logo depois das birras, foi à Casa Branca e tratou de ajustar tudo, exceto esses ítens que estão pendentes ainda. Agora é o próprio embaixador da USTR que quer ajustar, abriu prazo de negociações e data para entrada em vigor dos 25% de tarifa sobre produtos brasileiros, já o Presidente Lula está usando esse prazo para seus ganhos eleitorais.


E não demorou nada, ontem 10/06/2026, durante a 7ª Reunião Plenária do "Conselhão", em fala livre não deu outra, atacou o embaixador da USTR para reafirmar a soberania brasileira e de bônus gratuito, atacou a inteligência da indústria brasileira lançando uma fala nada republicana com a seguinte pergunta: "- É preciso que me apresentem um estudo, urgente, do que ganha um trabalhador americano..." e "..por dignidade e respeito ao que fazemos para o trabalhador brasileiro". Tudo isso logo após comparar o gasto público brasileiro com os gastos americanos, italianos, japoneses e tal. A pergunta que não foi respondida é justamente se esse mesmo estudo também levantará os direitos e o quanto ganha um trabalhador chinês, afinal o maior concorrente das indústrias brasileiras são os chineses e não os americanos em produtos manufaturados. É novamente o uso para campanha eleitoral puro e simples.


E o Vestuário do Brasil, será tarifado?


Até o momento não há menção de que o vestuário brasileiro será tarifado, mas em se tratando de Brasil, as negociações podem incluir qualquer setor ou qualquer ítem industrial para formalizar um acordo, agora cabe a cada setor industrial brasileiro, ficar atendo ao que os negociadores brasileiros irão propor, e os industriais devem se unir fortemente junto as Federações regionais, no nosso caso sobre a FIERGS, e sobre a CNI, que tem obrigação de defender a indústria brasileira como um todo.


Esses são os principais ítens que o governo americano apontou em 2025 e nada vem sendo feito pelo atual governo, que só espera as taxações, para usar como campanha eleitoral e esconder a omissão de não realizar o seu trabalho.


OBS.: Se tiveres dúvidas sobre os atos da USTR, o SIVERGS colocou as fontes na base desse post e podem ser conferidos diretamente no site do Gov.Us.


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