- sivergs

- 13 de abr.
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Atualizado: 15 de abr.

RONALDO CAIADO PROPÕE UM BRASIL DIFERENTE PORÉM IGUAL.
Em reunião almoço promovido pela FIERGS, dia 09/04/2026, o Pré-candidato à presidência do Brasil, agora pelo PSD de Kassab, Ronaldo Caiado não encanta os mais de 300 presentes ao evento.
Usando de uma visão diferente, a equipe do presidente da FIERGS Claudio Bier, não abriu sua fala com a tradicional apresentação da situação industrial do RS, sugestões ou indicações do que espera de um futuro mandatário da república para o setor industrial gaúcho e brasileiro, preferiu deixar com que o palestrante se sentisse à vontade para dissertar sobre o que desejasse. E foi justamente ai que veio a decepção dos presentes.
Praticamente nada sobre a indústria brasileira, talvez por ter sua recente indicação do PSD que Caiado não tem ainda um plano para a indústria, mas isso precisará mudar logo se desejar desenvolver o país e a indústria como um todo está bastante atrasada em tecnologias e treinamento de pessoas. Caiado precisará se envolver mesmo pois esses discursos superficiais não estão mais convencendo a população. A única exceção foi na questão ambiental da CMPC, que parece ser o único tema para toda a indústria gaúcha nos próximos 4 anos.
Micro e Pequenas indústrias, de todos os setores, não obtiveram uma única fala de nenhum dos participantes, os aumentos da carga tributária tiveram breve citação por parte de Caiado.
O ex-governador de Goiás, focou na luta que o Brasil vive hoje na política, na judicialização, mas principalmente na segurança pública, tema que seu estado batalhou forte e praticamente humilhou o governo federal nos seus 7 anos de gestão.
O SIVERGS esteve presente no evento, e o que chamou a atenção foi justamente as propostas dúbias de descentralização da segurança pública, dos benefícios fiscais e comprometimento com a restauração dos poderes dentro do que dita a Constituição Federal, tomando uma postura de alternativa à DIREITA.
Não ficou claro se Caiado, caso eleito, irá interromper a Reforma Tributária que centraliza totalmente os tributos através da União, deixando estados e municípios de joelhos ante o governo federal, afinal, o palestrante foi claro, "não pode os governadores e prefeitos serem reféns", usando termos como mendigar recursos, ou recursos totalmente carimbados. Caiado demonstrou convicção, mas o PSD de Kassab caminha justamente para ser a NOVA ESQUERDA brasileira, que busca exatamente a centralização do poder e dos recursos, neste ponto, ficou dúbia sua postura e sem indicação de algum ato possível. Outro ponto que apavorou alguns dos presentes, foi a "fala sem querer", de que levaria Eduardo Leite para Brasília. Logo perguntaram se Leite seria um dos Ministros do governo de Caiado. Foi quando ele percebeu seu ato falho e resvalou como um bagre na resposta, alternando para outro assunto.
Na Segurança Pública, não ficou claro o caminho, se ele deseja descentralizar basta olharmos para a gestão do ex-presidente Bolsonaro, que foi transferir recursos e responsabilidades aos governadores, o que é uma boa atuação, mas essa porta não apenas foi fechada como lacrada pelo atual presidente Lula, deixando o Governo Federal no controle total. Foi um trabalho conjunto de Flavio Dino e Ricardo Lewandowki, fecharam todas as opções que o ex-presidente usou. Na questão dos presos de 8/01 na Papuda, foi o único tema que ficou bem claro, será ato do primeiro dia de governo, se eleito, a anistia geral e irrestrita para todos os envolvidos na manifestação o que nos deixa pensar que poderia incluir os Ministros Dias Tóffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Não podemos esquecer da força na Segurança Pública que Caiado tem em seu estado, resta saber se ele achou a brecha e se levará isso para Brasília, do contrário Kassab manterá como está ou Caiado terá que fazer como o ex-presidente e romper com seu partido.
Única fala com lógica. Para reestabelecer os Poderes dentro da Constituição, Caiado usou exatamente o que precisa para solucionar, "a população brasileira precisa olhar com muito cuidado e atenção para o Senado Federal, é lá que isso será resolvido, se não mudar o Senado, não haverá muito o que fazer". Mais claro que isso é impossível.
Com pinceladas maiores no agro e sem falar nas dívidas agrárias, pinceladas no comércio exterior, acordo Mercosul/UE, empresas fechando, etc..., Ronaldo Caiado encerrou sua palestra sem abordar temas importantes para o setor industrial brasileiro. Foi algo lamentável.







