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Ruído branco no fundo preto

Notícias

Atualizado: 11 de jun.


Imprensa aliada do governo federal, amplia os ganhos com o Marketing e dá

ao Presidente Lula o inimigo para sua reeleição.


A um passo e crente de sua reeleição, o Presidente Lula faz um discurso um tanto controverso em Lagartos SE, e consegue dois inimigos para disputa eleitoral com falas nada verdadeiras, escondendo a omissão dos responsáveis pela taxação americana que tem data marcada para vigorar.


Eles querem acabar com o Pix!


A primeira e a mais falaciosa foi "Os americanos querem acabar com o Pix". Não precisamos buscar longe, pegamos diretamente na fonte o site da USTR Section 301, do governo americano, e está lá, já no primeiro parágrafo uma lista com 6 ítens relacionados, "sem nenhuma citação ao PIX". A frase é um cavalo de batalha eleitoral, mexe de saída com os brios do povo brasileiro, que usa diariamente o Pix, lança a palavra "soberania" como defesa e ainda mostra um presidente disposto a lutar contra o imperialismo Yankee.


O silêncio sobre 15 de julho de 2025, e porquê? A disputa é técnica e comercial, isso o presidente e o governo não mencionam de forma alguma, a imprensa só propagará se o presidente falar. O único portal a publicar em 18 julho de 2025, foi o Portal de Noticias da CNI Brasil. Quem lê esse portal? Os industriais e as federações de indústrias pelo Brasil. As redes de comunicação deram nota de rodapé.


Ao ler sobre a abertura da investigação, o Pix se encaixaria no "comércio digital e pagamentos eletrônicos". O apontamento feito pelo USTR é que o Pix reúne duas funções em uma, a função regulatória e a função operacional, tudo dentro do Banco Central que é estatal, ou seja, cria um desequilíbrio na competição com as empresas americanas Visa e Mastercard, o BC é um órgão de estado que cumpre duas funções nesse quesito, a de jogador e de juiz ao mesmo tempo.

Nada mais é que uma disputa comercial, que se fosse tratada como tal, sequer valeria de notas na imprensa sobre o tema, tudo seria papo passageiro. Mas em ano eleitoral, tudo vale para conquistar o eleitor. Mas daí dizer que os EUA querem acabar com o Pix, é demais.


A proteção aos discursos políticos e aos amigos ideológicos.


Mas vamos ao outro item que apavora o governo federal e não pode ser divulgada à sociedade brasileira. Trata-se da investigação dos americanos com as decisões judiciais brasileiras contra as empresas americanas, decisões cheias de ilegalidades, inclusive com base nas Leis Brasileiras e a própria Constituição.

Nada mais é que outra disputa comercial e jurídica, pois algumas decisões judiciais contra plataformas e empresas americanas, geram prejuízos as mesmas aqui no Brasil e alguns casos lá fora também. É a tal censura judicial promovida contra as liberdades individuais dos brasileiros e de alguns americanos, que geram bloqueios, prejuízos na comercialização de anúncios, multas milionárias, ou seja, a disputa contra as Big Techs e a regulamentação delas. Essa investigação, está apontando pessoas que o governo não quer que sejam divulgadas, mas que todos os brasileiros já sabem a quem os americanos se referem e poderá trazer apontamentos até em tribunais internacionais ali adiante.


Mas nessa mesma seara tem outro tema que é o combate a Corrupção, leia-se o 3º item na relação, que foi revertida as decisões judiciais somente no Brasil e que agora tanto os corruptos como os corruptores, estão livres e protegidos pelo poder judiciário brasileiro, podendo agir contra os negócios americanos, os chamados compliance, que empresas americanas precisam prestar contas, lá e aqui, mas as brasileiras nem tanto. Resumo, as empresas americanas perdem a competitividade com as empresas brasileiras, não por competência mas sim pela corrupção.


A briga da cana de açúcar retorna.


Um 4º item mais antigo da denúncia, vem desde Bill Clinton, naquela entrevista que ele afirma ao entrevistador: "- Vocês já viram como os brasileiros trabalham a cana de açúcar por lá? São imbatíveis, jamais chegaremos naquela condição! Eles desenvolveram tudo e lideram o mundo nesse setor!". Era sobre o etanol brasileiro, que o programa federal desenvolveu desde a plantação até as máquinas mais modernas de produção, do plantio a colheita, da produção do açúcar até o etanol combustível.


Mas quem começou essa guerra?


Foi o Brasil, que taxou o etanol americano em 18%, unilateralmente, e nunca mais se falou disso. É disso que se trata mais uma vez, uma disputa comercial e que deveria ser tratado como tal. Ninguém divulga isso, a questão agora vai para o campo eleitoral.


Trump ao ver o que os países faziam com os EUA, no ano passado, acabou por tarifar o mundo inteiro, abriu negociações com quem quisesse negociar, só o presidente brasileiro disse que disse NÃO, e logo depois das birras, foi à Casa Branca e tudo foi se ajustando, exceto esses ítens que estão pendentes ainda. Agora é o próprio embaixador da USTR que quer ajustar, abriu prazo de negociações e data para entrada em vigor dos 25% de tarifa sobre produtos brasileiros, já o Presidente Lula está usando esse prazo para seus ganhos eleitorais.


E não demorou nada, ontem 10/06/2026, durante a 7ª Reunião Plenária do "Conselhão", em fala livre não deu outra, atacou o embaixador da USTR para reafirmar a soberania brasileira e de bônus gratuito, atacou a inteligência da indústria brasileira lançando uma fala nada republicana perguntando: "- É preciso que me apresentem um estudo, urgente, do que ganha um trabalhador americano..." e "..por dignidade e respeito ao que fazemos para o trabalhador brasileiro". Tudo isso logo após comparar o gasto público brasileiro com os gastos americanos, italianos, japoneses e tal. A pergunta que não foi respondida é justamente se esse mesmo estudo também levantará os direitos e o quanto ganha um trabalhador chinês, afinal nosso maior concorrente são os chineses e não os americanos em produtos manufaturados. È o uso para campanha eleitoral pura e simples.


E o Vestuário do Brasil, será tarifado?


Até o momento não há menção que o vestuário brasileiro será tarifado, mas em se tratando de Brasil, as negociações podem incluir qualquer setor ou item industrial para formalizar um acordo, agora cabe a cada setor industrial, ficar atendo ao que os enviados brasileiros irão propor e a cobrança dos industriais devem recair fortemente sobre as Federações regionais, no nosso caso sobre a FIERGS, e sobre a CNI, que tem obrigação de defender a indústria brasileira como um todo.


OBS.: Se tiveres dúvidas sobre os atos da USTR, o SIVERGS colocou as fontes na base desse post e podem ser conferidos diretamente no site do Gov.Us.


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