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Ruído branco no fundo preto

Notícias

Img: recorte SIVERGS/Poder 360
Img: recorte SIVERGS/Poder 360

Brasil já sofre, e restringir importações regulares é uma saída amena,

mas não resolve o problema.

 

    É como contar a história do Saci Pererê ou do Negrinho do Pastoreio para os gaúchos, avisamos lá atrás na abertura do RS Moda 2023 e, na seqüência, o que poderia ocorrer com o mercado do vestuário no RS e no Brasil em um futuro próximo.  Não deu outra.


    Já sofrendo com a festa de importações das plataformas de e-commerce, o Gov. Federal aplica o Remessa Conforme em 2023, que nada mais era uma forma de ludibriar a indústria nacional de que algo poderia ser feito, mas nada foi.  A retirada do Imposto de Importação nas remessas diretas, até US$50.00, apenas sucateou ainda mais as indústrias nacionais, levou ao desemprego milhares de profissionais, e muitos outros se colocaram no bolsa família até os dias de hoje fazendo “bicos” para melhorar suas rendas. Gilberto Porcello Petry, presidente FIERGS na época, deu a receita, “mantenha as tarifas no patamar ou liberem as vendas dentro do Brasil até US$50.00 sem impostos”.


    Nenhuma novidade até aqui, mas agora com a quebra do “pino-Tr” na indústria chinesa, o MDIC precisará tomar providências. O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, pressionado, deixou de lustrar a “possível faixa presidencial” e teve de trabalhar pressionando a Camex a providenciar mecanismos que protejam a indústria nacional da enxurrada de produtos chineses a caminho.


     A preferência deveria ser aquela que os setores produtivos tem solicitado há dois anos, desde a invenção do Remessa Conforme, justamente aquelas que o governo nunca deu atenção os postos de “trabalho em risco”.  No coração do governo e suas centrais sindicais, com milhares de postos e apoiadores, simplesmente ficarão à mercê, com os produtos manufaturados chineses e dispensa maciça de empregados que, do nada, não contribuirão mais com a previdência, com o FGTS, sindicatos, etc...

 

Saída existe, mas o governo federal quer?

 

     É agora ou nunca. Três frentes precisam ter atuação forte, a primeira é corrigir a importação regular com uma redução de 40% a entrada de produtos manufaturados do vestuário e têxtil, promovidos por grandes redes de varejo e importadores de têxteis acabado (pano pronto), a segunda, pressionar todos os demais governos estaduais a internalizar o ICMS dos produtos do Remessa Conforme e a terceira, buscar brechas na legislação que permitam a importação de produtos acabados que são amplamente produzidos no Brasil, e deixar para uma segunda oportunidade a equalização da tributação interna x tributação das importações de produtos acabados.


    A primeira frente é clara, frear esse avanço sistêmico das grandes varejistas de importar produtos facilmente produzidos no mercado interno, que ampliaria rapidamente postos de trabalho formais nas indústrias, distribuiria renda, cortando forte a necessidade de assistência social para desempregados, ampliaria a contribuição ao FGTS, Previdência, INSS, Pis, etc..., gradativamente ampliando o movimento econômico interno, de forma sustentável, transferindo o custo social diretamente para o trabalho formal e regular;


     A segunda frente é amenizar com a internalização do ICMS nos estados, todos com alíquota de 20% no Remessa Conforme, pois eqüalizar a diferença entre os tributos dos produtos importados frente aos tributos pagos pela produção nacional, significaria uma alíquota de 17% para 32%, e mesmo assim com o efeito Trump, necessitaria um novo cálculo pois é certo que chegará próximo à 40%;


     E a terceira frente, é o trabalho negado sistemicamente por governos de centro-esquerda, reunir um grupo intersetores e conjuntamente com os reguladores, calcularem e aplicarem as tarifas de forma equalitária, as conhecidas e lentas medidas antidumping, reduzindo os impostos internos de forma a se igualarem com os importados, mas é claro, isso é um trabalho que dá trabalho.


     Cabe as pequenas e médias empresas apoiarem as tratativas, mas nunca se esquecendo de onde vieram e sempre de olhos abertos para que os movimentos das grandes não atendam apenas aos seus propósitos, pois isso foi o que nos trouxe a atual situação, as grandes impedindo o crescimento das menores ou até propondo migalhas para que se contentem. Foi preciso o pino Trump, digo “pino-Tr” quebrar na máquina industrial chinesa para que, 60 dias depois, o setor público brasileiro fosse pressionado pelas grandes empresas e só então começarem a se levantar do berço esplêndido em que estão.



Apoiando a Industria Gaúcha de Moda
Apoiando a Industria Gaúcha de Moda



 
 
 
  • Foto do escritor: sivergs
    sivergs
  • 25 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 7 de mai. de 2025

Img.: SIVERGS recortes Internet
Img.: SIVERGS recortes Internet

O SIVERGS abre a consulta Expectativas Empresários do setor Vestuário do RS para o semestre Inverno/2025, objetivando saber a atual situação do setor e o que pensa o empresariado para o futuro.

É com satisfação informar que o SIVERGS se destacou como a fonte de informação mais consultada e confiável, nos últimos 2 anos sobre temas relacionados ao vestuário no RS. Nunca esquecendo que durante a pandemia, fomos a entidade mais lembrada pelas empresas, com destaque para o SEBRAE, entidade de nível nacional que ficou em segundo nas consultas dos empresários gaúchos do setor.

As consultas Expectativas vem trazendo, a cada semestre, uma posição dos empreendedores do setor para que sua entidade possa operar nas demandas dessas empresas, que a cada ano, conquistamos mais e mais empreendedores respondentes e coloca a consulta como fidedigna e assertiva, perto de 100%, diante de consultas a nível nacional que representam mais os grandes produtores de vestuário.

As empresas associadas podem solicitar o levantamento e a avaliação completa da pesquisa junto ao SIVERGS de forma gratuita, também os que participaram da pesquisa poderão solicitar no mesmo formato 30 dias após o término da consulta.


ACESSE AQUI A CONSULTA E FAÇA A SUA PARTE.


Este é um compromisso do SIVERGS, apoiar e desenvolver as

empresas do setor no RS.

 
 
 
  • Foto do escritor: sivergs
    sivergs
  • 24 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 1 de mai. de 2025

IMG: Recorte SIVERGS - AL/RS
IMG: Recorte SIVERGS - AL/RS

E A SURPRESA VEIO DE QUEM NÃO SE ESPERAVA.


Dep. Camozzato - NOVO, sobe a tribuna da AL/RS e cobra as entregas dos Uniformes Escolares do Governo Estadual, "...já passou o verão e irão entregar o inverno no verão?".


   Foi exatamente assim, de quem menos se esperava veio uma cobrança retumbante e com uma firmeza jamais vista, Camozzato cobra o governo do RS de forma que nós não podemos, mas deixou claro à população que decisões feitas de forma rompante não costumam dar certo. 

 

    Em um encontro por ocasião da Agenda Legislativa FIERGS em 07/04/25, no salão de eventos na FIERGS, o Vice- Presidente do SIVERGS Rogério Bértoli juntamente com o Presidente do SINDVEST-AU Guilherme Basso, encontram o Dep.  Camozzato e abordam o tema da Internalização do ICMS e os Uniformes Escolares, porém jamais imaginávamos que o mesmo se inteiraria mais profundamente do tema Uniformes, já que o maior tempo ficou na internalização do ICMS para os produtos do Projeto Remessa Conforme do Gov. Federal. 

 

    Pois nesta quarta-feira, 23/04/2025, o Deputado defende de forma categórica a Educação do RS e aponta justamente a falta de entrega dos Uniformes Escolares em fevereiro/2025, e se baseando em nossa proposta de Credenciamento de Empresas no próximo ano como solução. Nosso  Projeto de Credenciamento, que está em fase de Revisão junto ao Jurídico da FIERGS, deverá gerar uma apresentação ao Gov. Eduardo Leite no inicio de Maio/2025.  Agenda essa também tratada no mesmo evento com o Líder do Governo Frederico Antunes, que deu sinal verde para o encontro, apresentando, no ato, o responsável pela agenda aos dirigentes do setor.



   Assista ao vídeo recebido do Deputado no  link AQUI e confira.



SIVERGS, sempre ao lado da indústria gaúcha de moda.
SIVERGS, sempre ao lado da indústria gaúcha de moda.



 
 
 
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