- sivergs

- 28 de mai.
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Agilidade para enganar, suprimir o debate real e ganhar uma eleição.
É disso que se trata.
A aprovação da chamada escala 6x1 é só mais um artificio do governo federal para engajar votos na população, enquanto outros temas vão passando pela lateral de forma despercebida. Formato da agenda Woke.
O disfarce começa com a divulgação dos dados da pesquisa inédita do MTB onde, "33,2% dos trabalhos formais do Brasil, ainda estão na escala 6x1". Isso é de fato verdade, mas como chegamos aqui? A resposta é bem simples. Foi ampliada à partir da Reforma Trabalhista de 2017 que deu a liberdade aos trabalhadores de negociarem livremente com os empregadores o cumprimento da carga horária. Na sequência, vários operários pressionaram os Sindicatos de Trabalhadores que passaram a negociar a escala 5x2 com as 44 horas nas Convenções pois eles estavam ficando para trás, já que muitas empresas firmavam em convenção, estavam atraindo pessoal com essa nova escala de trabalho.
Na seqüência ou conjuntamente veio um leve aumento na produtividade, o que gerou um aumento real nas remunerações e negociados sempre diretamente entre os Sindicatos Laborais e Patronais, e aos poucos foram recuperando o ganho real. Isso deixou um dos espectros político incomodado com a situação, levando agora para uma medida a ferros escondendo dentro da PEC a redução da jornada de 44 para 40 horas.
Já vínhamos consultando como os países que reduziram suas jornadas e conquistaram posição de destaque, já que o governo afirma que foi a força dos trabalhadores em 1988 que incluiu a redução de 48 para 44 horas semanais na Constituição. Nossa preocupação era com o aumento do desemprego mas principalmente com a inflação que isso gerará e reduzirá as vendas do vestuário.
A omissão do governo está no crescimento da produtividade industrial com a implementação das novas técnicas de produção, que passaram a ser aplicadas no mundo desenvolvido, e o Brasil buscava atingir os mercados avançados com os produtos industrializados brasileiros. Isso gerou a redução na carga horária e a ampliação da produtividade/hora da indústria brasileira. Dados do IEDI/2018, demonstram que na década de 1970, o Brasil atingiu 55% da produtividade dos EUA, sendo o maior ganho até então. Já a FGV/2020 demonstrou um crescimento produtivo do trabalhador em média de 3,5% ao ano até 1980, foi esses fatores que levaram a redução da carga horária semanal no Brasil de 48 para 44h/semana e aplicada na Constituição de 1988.
Na apuração que estávamos fazendo, verificou-se que os países que mantiveram suas cargas horárias livres, com as negociações sem interferências do estado(Leis), são os países com as melhores produtividades do mundo, não geraram inflação e mantiveram o consumo dentro da média. Se tirarmos os países nórdicos, que a riqueza vem mais de isenções de impostos do que de produtividade industrial, na ponta está os EUA com US$ 81,80/h, Alemanha com US$ 80,50/h, Austrália com US$ 78,10/h, Portugal US$ 62,10/h, que é um dos mais baixos da União Europeia e de onde o governo brasileiro se inspirou para propor a PEC. Vale lembrar que Portugal permanece com as mesmas 40hs/semanal, já a Alemanha, entrou com uma proposta no seu Parlamento, o Reichstag, para elevação da jornada máxima semanal para 73,8hs, visando equilibrar com a China que é de 12hsx6 dias e possui a produtividade mais baixa com US$ 19,80/h logo atrás do Brasil com US$ 21,20/h. A diferença entre Alemanha e China é que permanece a liberdade de ajuste pelos Sindicatos Laborais e Patronais, algo que na China não existe.
A LIVRE NEGOCIAÇÃO É A SAÍDA, SEM INTERFERÊNCIA DE GOVERNO.
Como é na Austrália?
Consultado pelo SIVERGS, Fábio Luis Alminhana, engenheiro, PUC/RS, gaúcho de Santo Antônio da Patrulha, radicado há 8 anos na Austrália, agora em definitivo, a "liberdade de negociação entre os empregados e as empresas são a base de tudo por lá". Perguntado sobre os empreendedores individuais ou Autônomos, Fábio explicou que parte é semelhante ao Brasil, pode-se registrar como empresa que é chamado de Solo Trader. Já nas contribuições ou impostos, Fábio deixou claro, "não existe esses custos que há no Brasil, por exemplo o INSS, a previdência não é obrigatória é livre", os trabalhadores podem escolher onde e como contribuir, já as empresas contribuem com aproximadamente 10% da remuneração mensal para um Fundo de Previdência/Aposentadoria, que só é utilizado para aqueles que não possuem seu próprio fundo. Ou seja, se não quer o mínimo para sobrevivência apenas, contribua. A liberdade do trabalhador negociar vem em primeiro lugar, o estado não interfere, diferentemente do Brasil que é "imposto por Lei" ao trabalhador e ao empregador o desconto, sendo que o próprio governo federal é quem manipula esse fundo de aposentadoria, gerando esses escândalos como o INSS/Master e a Reforma Previdência dos Congressistas, para ficar nos últimos apenas.
Conhecendo essas realidades, porque o Brasil não tem crescimento produtivo desde a década de 1990?
Outro dado que o governo esconde por ser sua base eleitoral, é a produtividade do setor público. Sim justamente o setor que já trabalha 6h/dia e uma carga média de 30h/semanal. Lembrando que a maior parte dos professores públicos, possuem contratos de 20hs/semanais, e alguns possuem 2 ou 3 contratos que fecham até 60h/semanal, porém o que mais pesa nessa conta é que todos os concursados tem estabilidade no emprego, e são 8 milhões de estatutários nessa puxada de produtividade para baixo. Ao todo o Brasil possui 12,1 milhões de servidores (2024), mas quem realmente puxa para baixo a produtividade são os estáveis e com os melhores salários. Ou seja, a conta nunca fecha. Ganham muito mais e produzem quase nada, os governos não aplicam a Lei de medição da produtividade em comparação com o setor privado. Novamente, enganam a população fazendo demonstração de dados do IPEA, que considera, salário, tecnologia e Instrução, que por óbvio, os que possuem Curso Superior se matam para ter estabilidade no setor público, na tecnologia, o governo do momento aplica altos valores que divididos pelo número de servidores, ampliam a percepção de produção, o que é falso, a produtividade precisa vir da entrega de produtos e valores como na iniciativa privada. Outro motivo de prejuízo na produtividade é que o brasileiro perde quase 600 horas no trânsito por ano, e nessas horas não produz nada, só em deslocamento para o trabalho. Se colocar a falta de Ensino de Base, Formação Técnica e Curso Superior aplicado, aí então é onde o governo é o maior culpado, pois é ele que promove a desestruturação das cadeias produtivas e de formação das pessoas para conquista econômica na vida. É como desejar que todos sejam pobres.
Que fique claro, no Brasil a agenda Woke ainda está em ação e a
escala 6x1 esconde a submissão sem aumento de renda.

Fontes: https://revistaoeste.com/economia/brasil-escala-alemanha-jornada-horas/ e https://www.visualcapitalist.com/ranked-productivity-of-the-worlds-largest-30-economies-2005-2025/ ; https://iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_864.html ; https://blogdoibre.fgv.br/posts/produtividade-total-dos-fatores-no-brasil-uma-visao-de-longo-prazo



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